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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Conclusão da entrevista:
Com essa entrevista concluimos que a arte do cinema pode ser mais complicada do que parece, soubemos das dificuldades e prazeres ao dirigir, ou no caso escrever um filme. Entendemos também não só a dificuldade de criar um filme mas também o quão complicado pode ser fazer comédia, o que parece ser tão simples, mas são poucos que possuem a capacidade de se sair bem no ramo. Acima de tudo nos divertimos e realmente aproveitamos muito dessa maravilhosa experiência.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


''Meninos de kichute'' a produção da Amberg Filmes participou da 34° edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, entre outros festivais, recebendo o Prêmio do Público na categoria melhor filme brasileiro.

Marcio Américo já se apresentou duas vezes no programa do Jô, além de ir no Silvio Santos entre outros programas de alto calão da televisão brasileira.

''O já lendário Meninos de Kichute fala de perto ao coração brasileiro, com heroicas peladas em campinhos mambembes, escambo frenético de figurinhas, campeonatos-relâmpago de bola de gude e sessões animadas de cinema, sempre sob a constante ameaça de surras de cinto aplicadas por pais e mães pouco afinados com a pedagogia moderna. Todo mundo que teve uma infância -- isto é, 100% das pessoas com mais de 13 anos -- vai se lambuzar com as peripécias desses impagáveis e comoventes Meninos de Kichute.'' Reinaldo Moraes, escritor

''Marcião escreveu um livro terno, desesperado, desarrumado, descontrolado e pateticamente poético. Coisa de grande escritor...'' Mário Bortolotto, dramaturgo

''Marcio Américo escreveu um livro comovente porque tinha o que dizer.'' Marcelo Mirisola, escritor

''É um livro poético, dolorido e engraçado e que mostra as coisas como elas são quando seus olhos alcançam a cintura da humanidade.'' Fernanda D'Umba, atriz



Entrevista com Márcio Américo







Giovania: Você poderia nos contar um pouco sobre o seu livro ‘Meninos de kichute?’
Marcio: Morava em São Paulo, trabalhava na rede tv e eu sai de lá. Dai desempregado e sozinho, eu comecei a escrever um livro, escrevi na verdade um conto sobre a minha infância daí gostei do estilo e fui escrevendo um conto, ai fui pro segundo, voltei pra Londrina. Conheci minha esposa Renata, ela leu e foi dando algumas sugestões, continuei escrevendo e quando vi tinha um livro. Levei assim, uns dois meses e lancei através do PROVIC é um incentivo a cultura de Londrina, que na época funcionava muito, e lancei mil exemplares, e um desses exemplares o Luca Amberg achou aqui na secretaria de cultura, ele adorou a história e por acaso me ligou falando:’Oi eu sou Luca Amberg e eu quero fazer um filme do seu livro’, ai a gente sentou ali na lanchonete e fechamos o contrato. E eu tinha uma exigência só, que era participar do roteiro e acabei participando do filme todo. Ajudei na arte, na pesquisa de arte, na trilha sonora. Ajudei na preparação dos meninos, foram mais de 700 meninos que se inscreveram pra participar do filme, foi muito bom.’

Natália: Quais as dificuldades que você encontrou na hora das filmagens, ouve algum momento de tensão ou algum momento engraçado?
Marcio: A maior dificuldade foi conseguir dinheiro, a primeira coisa foi receber o premio da Petrobras e outro da Savesp, um de iniciativa privada e mais um, se eu não me engano, da Eletrobrás, foi todo o dinheiro que a gente conseguiu. Foi muito difícil fazer o filme e momento de tensão tem sempre, porque cinema é a arte do acaso, você ta no set e chove, o ator cai, você precisa de uma mesa e não tem a mesa que você queria e tem que improvisar, é corrido. Momentos hilariantes acontecem direto, fazer um filme é sempre uma piada porque cinema é a arte do acaso, acontece de tudo, tudo é demorado, nossa pra fazer uma cena como demora. Paulo Bet dizia que se baixar um disco voador aqui no set de cinema os cara não consegue gravar porque não dá tempo, até montar luz, chamar o diretor de fotografia, enfim.
O Silvio Brito teria uma música no filme, e fizemos uma cena em que ele tocaria violão e cantaria uma música no filme. Mas ai foi cortado, ao invés da festa de aniversário fizemos uma festa junina e ele não teria lugar. E a gente queria uma cena pra ele em que ele salvaria o menino que foi atropelado, aí no dia que ia gravar, que ia falar ‘ação’ caiu um toró, puta chuva. Aí fecho, amanhã a gente grava então as 7 da manhã, e quando chegou 7 da manhã ele não foi, passou 7 da manhã, 8 e nada, então eu falei ‘então vamo gravar’ ai a gente usou outra pessoa. Ele falou que achava que era mais tarde a gravação. Então eu falei, ‘espera ai que eu vou te escrever uma cena na igreja' em que ele chegava e cumprimentava o Werner. Ele fez. Foi cortada. Aí ele ficou fora do filme, falou pra todo mundo, falou até no Silvio Santos. Infelizmente ele ficou fora, só apareceu nos extras.

Giovania: Como está a situação do cinema brasileiro?
Marcio: O cinema não tem dinheiro, você tem que ficar pedindo esmola pra fazer filme. Porque você tem duas coisas, você tem pessoas querendo fazer filmes autorais, filmes onde ele tem uma história original pra contar, que você tem algo a dizer, essas pessoas não conseguem fazer porque os filmes brasileiros são feitos todos com financiamento público, então jamais o governo vai te dar dinheiro pra você falar mal to PT, jamais o Lula vai te dar dinheiro pra você falar mal do Lula, ou falando mal do Brasil num todo. As pessoas estão fazendo comédias românticas ‘Se eu fosse você’ que tem milhões de espectadores, ‘Divã’, o outro lá da menina que tem uma loja de sexshop, ’O homem do futuro’ que são comédias românticas, coisas que não fazem mal a ninguém. É essa a situação que se encontra o cinema brasileiro. E principalmente você tem que conhecer pessoas, você tem que ter apariguados pra você conseguir dinheiro, porque o cinema é uma arte muito cara, tanto é que ‘O menino de kichute’ tá ai pra ser lançado a 3 anos e a gente não consegue, porque não se tem dinheiro.

Giovania: Você faz stand up comedy, qual que você acha mais prazeroso? Quais são as principais diferenças entre escrever um livro e fazer essa comédia?
Marcio: ‘É muito diferente a literatura do stand up comedy, um livro por exemplo, você pode escrever 3 páginas sem uma coisa engraçada, e quando essa coisa coisa engraçada aparecer, ela vai ficar muito engraçada, porque é um livro. No stand up comedy se eu levar mais de 15 segundos sem ter algo engraçado, fudeu. Aí o show ta uma merda, a pessoa fala ‘ãhnn’ e daí fica difícil, então o stand up é como ryky e se você não sabe o que é, vai procurar no google seu burro. Ryky são poemas japoneses feitos em 3 linhas que são simetricamente, o stand up é muito parecido, você coloca a preposição numa linha e a piada na outra, então a piada de stand up é de no máximo 3 a 4 linhas você já tem que ter uma piada, essa é a grande dificuldade e é isso que faz com que muitas pessoas tentem fazer stand up e sejam muito sem graça porque não tem essa técnica.
E se eu prefiro um ao outro? São coisas muito distintas, eu gosto muito, na verdade eu gosto muito de livros, eu gosto muito de literatura, de crônica, de contos, de romance, de romance policial, é o que eu gosto mais, porque stand up dá muito trabalho fazer isso, você tem a idéia de falar ‘puts eu vou falar de estudantes, estudante é engraçado, por isso’ mas até te vem umas idéias mas tentar condensar isso, porque no stand up se uma palavra tiver deslocada na frase ela não tem graça. (vídeo) Porque vocês mulheres podem olhar na cara do médico durante o exame, tem que terminar com a palavra mé-di-CU, porque a palavra médico é a piada, então olha a dificuldade, mas é claro que o público não percebe isso. Se você olhar um profissional, qualquer um que seja, fazendo alguma coisa, e se você achar fácil, é porque ele é bom.

Quem é Marcio Américo


Marcio Américo é um ator, escritor e roteirista, autor do livro ''Meninos de kichute'' que foi adaptado para as telas e ainda não tem previsão de lançamento. Ele foi roteirista do filme e foi escolhido para essa entrevista por possuir vasta experiência cinematográfica e além de tudo é comediante o que contribui para o tema de nosso blog que se trata de cinema. Nós conseguimos contato com ele através da mãe da Natália, que é amiga dele, e assim que ele soube da ideia, ficou muito animado em fazer parte, e foi sem dúvida uma experiencia incrível tanto para ele quanto para nós.

Meninos de Kichute conta a história de Beto, um menino de 12 anos que vive com seus pais e irmãos, em um bairro operário do Brasil. Seu grande sonho é o de se tornar um importante jogador de futebol; na realidade, ele quer mesmo é “ser o goleiro da seleção brasileira”. No entanto, seu sonho se esbarra com o radicalismo de seu pai, Lázaro, que vê o jogo como um grande pecado. Nos anos 70, época em que o filme se passa, vivia-se o mito do “Brasil, o País do futebol”, do milagre econômico e também da pressão social. Beto e seus amigos, bem distantes dos problemas do mundo, se divertiam com os simples prazeres da infância, como jogar bola, fazer um lindo gol de placa e bater figurinhas. A turma criou o clubinho “meninos de kichute”. O que eles queriam mesmo era aproveitar a liberdade plena, incondicional, desafiadora e emocionante dessa fase da vida.
O elenco conta com a participação de Lucas Alexandre, Vivianne Pasmanter, Werner Schunemann, Arlete Salles, Paulo César Pereio, Mario Bortolotto, Jota Pingo, Mayara Comunale, Marcos Cesana, Mauro Zanatta, Nilton Bicudo, Martha Nowill e Luthero de Almeida. Dirigido por Luca Amberg e produções.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Adam




Adam 2009, EUA
Adam é interpretado por Hugh Dancy, um jovem engenheiro com uma capacidade intelectual acima do normal. Ele é portador da síndrome de Asperger, uma síndrome que é considerada uma espécie de autismo, tendo dificuldades para se relacionar com outras pessoas. E tudo piora quando seu pai e único amigo falece, o deixando solitário e sem aparo. Tudo muda quando ele conhece Beth (Rose Byrne) com quem desenvolve uma estranha relação. Beth ciente da deficiência de Adam busca ajudá-lo a realizar desde simples tarefas como pegar um metrô ou até mesmo toná-lo mais sociável. Adam sofre inúmeras crises, o que testa a paciência e o afeto que Beth possui por ele. Além de ter dificuldade em se relacionar com outras pessoas, Adam não desenvolveu a parte criativa de seu cérebro, agindo apenas com fatos, com coisas comprovadas pela ciência, não entendendo piadas, ironias, ou até mesmo insinuações, o que dificulta a comunicação entre os dois. Após um longo tempo juntos, Beth percebe que ela era uma figura materna para Adam e não um amor, e o deixa, mesmo o amando. Adam por não conseguir demonstrar seus sentimentos, a deixa ir por sentir-se culpado por prendê-la a ele como se fosse sua enfermeira, deixando de viver sua própria vida para viver em função dele. Depois desse episódio ele busca recomeçar, conseguindo um emprego em um observatório da Califórnia, onde refaz seus passos, se tornando uma pessoa incrivelmente sociável, superando a barreira que Asperger o limitava. Ele cresce, amadurece, e é capaz de seguir a vida, e percebe que sem Beth não teria notado que a mudança deve começar em você, e não esperar que os outros mudem por você. Essa é uma história comovente de como o amor supera preconceitos e diferenças. O filme além de tudo aborda a síndrome de Asperger, uma doença pouco conhecida até então, e demonstra que somos nós que nos limitamos, e que somos capazes de fazer coisas incríveis que nem faziamos ideia de ser capazes. Uma verdadeira história de superação, de amor verdadeiro, uma história de vida que dará esperança a milhares de pessoas que se identificam com Adam e sua comovente história.

sábado, 20 de agosto de 2011

Garota Interrompida (Girl, Interrupted)


Garota Interrompida (Girl, Interrupted) 1999, EUA Dirigido por James Mangold, Winona Ryder interpreta Susanna Kaysen, uma jovem que após tentar se matar é levada a um hospital psiquiátrico durante os anos 60. Lá ela é diagnosticada com Transtorno de Personalidade Limítrofe (ou borderline). No hospital ela conhece jovens perturbadas das quais fica amiga, em especial de Lisa Rowe (Angelina Jolie), uma sociopata que planeja uma fuga com ela e outras duas garotas do hospital. Após uma série de transtornos psicológicos, Susanna resolve entrar na linha e seguir com o tratamento de forma correta, onde permanece no hospital por 2 anos até a sua alta. O filme rendeu a Angelina Jolie um oscar de melhor atriz coadjuvante por sua excelente performance. Críticos cinematográficos de maior prestígio consideraram o filme como uma verdadeira obra de arte dos anos 90, consagrando o filme como um clássico do cinema americano. A história se trata de um drama que apresenta a vida de garotas consideradas interrompidas, mostrando a dificuldade ao se redimirem do mundo das drogas, álcool e sexo, tentando se tratar para serem consideradas normais outra vez. É um filme de alto patamar, com excelentes diálogos, elenco, e direção. Ele relata também os pensamentos mais íntimos de Susanna. Ele mostra acima de tudo como superar as dificuldades enfrentadas pela vida, e que por mais impossíveis pareçam de ser resolvidas, sempre tem uma solução.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

500 dias com ela (500 days of Summer)


500 dias com ela (500 days of Summer) EUA, 2009
O filme estrelado por Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, é dirigido por Marc Webb. Ele não conta uma história de amor e sim uma história sobre o amor, quebrando o estereótipo de romances hollywoodianos. Joseph interpreta Tom, um jovem que trabalha em uma empresa de cartões comemorativos, e vive uma vida comum de um jovem atual, até que ele conhece Summer (Zooey Deschanel) uma linda jovem por quem se apaixona perdidamente. Summer, no entanto, avisa desde o começo da relação que não acredita em amor verdadeiro e que não quer nada sério, o que começa a irritar Tom, já que ele deseja criar vínculos afetivos e inciar um relacionamento sério. E a partir disso Tom vive os seus melhores e piores 500 dias de sua vida ao lado de Summer. O filme se trata de uma história de superação, ele mostra que o fim de um relacionamento significa um novo começo, e que nem sempre devemos criar expectativas em quem julgamos amar, uma vez que esse sentimento pode não ser correspondido. Além de um filme de auto-ajuda, é um romance e drama, um excelente filme que aborda a realidade com um tema moderno e interessante.